Sábado, 30 de Setembro de 2006
Mini-Entrevistas - 32

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Cris Passinato, editora do 'Caderno R' do jornal O Rebate (Brasil).
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Hoje, segundo alguns educadores, seguidores do mestre e autor de muitos livros, Edgar Morin, conhecemos alguns conceitos acima de tudo complexos, tais como o da noosfera ou atmosfera mórfica, onde muitos seres pensantes que unidos e em debate criam quando debatem sobre algum tipo de temática, ou se movimentam pra pensar e criar comutativamente e conjuntamente. Para mim, blogosfera me chama ao conceito de noosfera, só que localizado nesse nicho internauta que faz cada dia mais pessoas, de diversas esferas, países, culturas, religiões, mesmo assim de forma democrática e sem barramentos, muitas vezes vir a se expressar e para isso pensar em algum tema em si a ser publicado, a ser disseminado, ser multiplicado na forma de redes que uma unidade que fica lá longe acaba sabendo de outra do outro lado do planeta através de uma onda que chega através do nossa caixa postal. É de certo muitíssimo interessante esse efeito dominó e contagiante, que cria, que cresce e que faz muitas criações nascerem através dela - a Blogosfera é terreno amplo e fértil, graças a Deus!
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Alguns e acredito que blogues sejam meios fortíssimos de comunicação e proliferação de informação.
Associei-me a filiações, ONG´s e tudo mais, através de banners e informações advindas desses blogues mais comprometidos com a qualidade da informação e disseminação do bem.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Ah! Sem dúvida nenhuma, no "Caderno R" que edito junto ao Jornal "O Rebate" on line, pois por falta de espaço, e nossa preocupação do tráfego do nosso site aumentar, encarecendo nossas despesas, até porque queríamos trabalhar de forma independente e sem anunciantes grandes e nem adotar uma política "suja" ou especulativa como os sites grandes de informação e provedores que aí se instauraram por toda net, adotamos a política de que cada colunista abrigaria a sua coluna em seus blogs. Administrados e padronizados por mim e pela webdesign e webmaster, assim dando uma qualidade muito maior aos nossos leitores de publicação. Comentários são permitidos e abertos, uma vez que moderados, impedindo abusos, spams, xingamentos ou algo que denuincie contra o nível de nossos leitores e escritores que ali confiam seus conteúdos. Se ao acaso quiserem conhecer nosso caderno, ele ganhará domínio próprio, mas por enquanto está no endereço: http://www.cadernor.jornalorebate.com .
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Sim, sim... Acredito, até porque sou uma das editoras que adoto o blog, cúmplice da idealizadora Rose Nogueira, que junto comigo, pensou no formato do template mais leve e limpo que através dele expressasse a origem e o objetivo das colunas do Caderno R. Algumas editoras, Universidades, Jornais, Revistas já adotam blogues e são muito bem sucedidos e dinâmicos em suas publicações. Um sucesso esse tal de blogue e sua já blogosfera criada.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Côrte-real, Lúcia Encarnação, Paulo José Miranda, João Nasi Pereira, Susana Silva Leite, Isabel Rodrigues e Carlos Vilarinho. Amanhã: Fernanda Barrocas dos Serviços de Língua Portuguesa e Intercâmbio Cultural do Instituto Camões.
Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 31

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Carlos Vilarinho, escritor e professor de literatura, natural de Salvador-Bahia.
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
É o infinito com fim. Paradoxo proposital para explicitar um espaço alternativo onde as idéias surgem e a comunicação flui. Acredito que onde houver maior facilidade de interação entre povos, entre pessoas, entre cabeças pensantes que mudem o mundo é necessário que se popularize. Contudo é com tristeza e infelicidade que constato que o ser humano jamais mudará o seu eu intrínseco, sobretudo o seu péssimo hábito de julgar o outro sem ouvi-lo e condená-lo. Em parte isso é uma das consequências graves que denotam a falta de leitura e o ruído na comunicação. De bom mesmo só a blogosfera, a rede infinita e finita, ininterrupta, sem tempo preciso para ser acessada. Para o escritor que sabe o que faz, que quer ser lido e colaborar com o mundo como um todo e infelizmente está prostrado fora do mafioso mundo editorial a blogosfera é um paraíso...
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não, necessariamente. Mas visito sites de amigos, de outros escritores e acabo conhecendo alguma novidade.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Nenhum. Aliás, essa entrevista. Iniciativa válida e louvável de Luís.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Côrte-real, Lúcia Encarnação, Paulo José Miranda, João Nasi Pereira, Susana Silva Leite e Isabel Rodrigues. Amanhã: Cris Passinato, editora do Caderno R do jornal O Rebate (Brasil).
Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 30

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Isabel Rodrigues, professora, 43 anos.
Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 29

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Susana Silva Leite, leitora na Universidade de Leipzig, 28 anos.
- O que lhe diz a palavra blogosfera?
A primeira associação que faço é universo dos blogues. É um sistema per se dentro do ciberespaço. Um Agora do presente e do futuro, um espaço de expressão tão íntimo quanto público, muito apreciado entre políticos, por exemplo, perfeitamente integrado na vida política portuguesa.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não segui nenhum acontecimento totalmente através de blogues; ainda opto pela leitura de jornais (mesmo online) para saber das notícias em primeiro plano. No entanto, parto dessa leitura e conjugo os meus conhecimentos com as criticas que leio, muitas vezes isoladas, em blogues (de amigos) e aí partilho a minha opinião.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Não sinto uma especial alteração na minha vida pessoal devido aos blogues, mas confesso que um endereço de blogue é mais uma informação a acrescentar à lista de telefone e e-mail de alguém, onde se revelam personalidades, no fundo, os espaços íntimos colocados numa virtualidade pública. Já a nível profissional, enquanto professora, já organizei duas disciplinas, suportadas por blogues e o que mais senti, para além da motivação dos alunos para a disciplina, foi que as barreiras temporais da comunicação entre professora e alunos abrem possibilidades novas de troca de ideias, as quais podem ser involuntariamente ostracizadas nos limites da rotina da sala de aula normal.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Na blogosfera a expressão é acima de tudo livre. E nessa medida, tudo é passível de ser editado, na minha opinião, em primeiro plano, para satisfação própria do escritor. Penso, que a edição é uma actividade gerida também, senão acima de tudo, pelas leis do mercado e acredito, por isso, que a edição num blogue ainda oferece aos leitores menos garantias de qualidade de informação que uma edição da mesma ideia impressa (não nos esqueçamos que é primordialmente uma actividade de carácter pessoal) e que a edição impressa convoca uma matriz de visões plurais. Acredito também que há diferenças entre blogues, como que a continuação de uma sub-sub-cultura nos diferentes espaços proporcionados para blogues, mas se editorialmente livre implica a não censura, então com certeza que não.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Côrte-real, Lúcia Encarnação, Paulo José Miranda e João Nasi Pereira. Amanhã: Isabel Rodrigues, professora, 43 anos.
Terça-feira, 26 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 28

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é João Nasi Pereira, Arquitecto, 56 anos.
Comunicação. Sendo a esfera a mais equitativa das superfícies (nela todos os pontos distam o mesmo do centro) o neologismo agrada-me. Evoca um imenso e redondo jornal de parede. Livre. Libérrimo: anónimo, impune, incontrolável. Verifica essa espécie de lei de Lavoisier da história: nada se perde, tudo se transforma. Quando parecia não haver remédio para a instrumentalização dos media, ai está a net e a esfera dos blogues. Todos à blogosfera, portanto…
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Sim. A guerra entre Israel e Líbano, p. e.. Embora nem fundamental nem exclusivamente. Por ora destempero a unissonância oficial quer das vozes serenas e bem timbradas dos opinion makers das democracias ocidentais, quer das lamúrias indignadas dos porta-vozes dos outros senhores da guerra, com a busca de alguma lucidez no universo torrencial dos blogues.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Contribuíram para preservar a luzinha bruxuleante da fé nisto tudo (que é a única a que um apóstata tem acesso).
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Por enquanto. (Mas a polícia do pensamento anda inquieta. O grande irmão não aprova este laxismo. Deixar ao cidadão comum o livre-arbítrio de decidir no que acredita independentemente do que o Ministério da Verdade determine, é insustentável!). Creio, sobretudo, que é indispensável que assim se mantenha. Anónima, impune, incontrolável…
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Corte-real, Lúcia Encarnação e Paulo José Miranda. Amanhã: Susana Silva Leite, leitora na Universidade de Leipzig, 28 anos.
Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
pan informática
eR
APELO, PORTANTO, A TODAS AS PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE ME REENVIEM AS SUAS MENSAGENS, SOBRETUDO AS ENVIADAS DESDE O FIM DE AGOSTO PASSADO!
E
Peço ainda - de modo muito especial - a Carlos Vilarinho, Luís Fagundes Duarte, Jorge Mangas Peña, Agnelo Carrasco, Joviana Benedito, Maria Gabriela Rocha de Gouveia Martins, Patrícia Gomes da Silva, Susana Oliveira, Onésimo Almeida e Nuno Costa Santos que me reenviem os textos escritos propositadamente para a entrevista ao “Miniscente”.
Mini-entrevistas - 27

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Paulo José Miranda, poeta e escritor.
O que é que lhe diz a palavra "blogosfera"?
Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Sem dúvida! O mais recente foi o caso alertado (foi assim que soube) pelos blogues Subrosa, da Meg, e o do Milton Ribeiro, meu companheiro do espaço Verbeat, acerca da censura ao blog da jornalista Alcinéa Cavalcante, por causa da sua campanha “Xô Sarney”. E, devido a eles, fui parar ao Pensar Enlouquece, do Inagaki, que conta muito bem tudo o que se passou.
Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
No meu caso é total. Pois pela primeira vez senti que estava em casa, que tinha um espaço onde poderia escrever e ser lido. Um espaço onde poderia receber pessoas. Amigos, conhecidos e até os outros. Editar livros não é o mesmo que estar “ligado”. Para mim, editar livros é lidar com o futuro, isto é, fazer com que um dia seja passado nas mãos de alguém; estar “ligado” é atual, é participar no nosso tempo de um modo efetivo, atuante e imediato. O que me agrada na blogosfera é precisamente a diversidade. E a qualidade dessa diversidade, muito maior do que a imprensa escrita. Se quisermos saber algo acerca do que se passa no Médio Oriente vamos encontrar blogues americanos, espanhóis, ingleses e, para quem domine a língua, em árabe, muito melhor do que qualquer jornal ou revista. E o mesmo em relação a assuntos culturais ou outros mais ligeiros.
Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Não se trata de acreditar. Pois acreditar é não poder ver aquilo que se afirma ou que se aceita como verdade. Acredito que alguém me diz a verdade, por exemplo, sem que haja provas disso; ou o caso de quem acredita em Deus. Eu, pelo contrário, sou confrontado diariamente com a liberdade de expressão da blogosfera. Vejo a liberdade. Ainda que haja quem queira controlar esse meio de expressão, como por exemplo na China e no Irã. E agora também, ao que parece, no Brasil. Por outro lado, como comecei por dizer, os blogues (e a internet) são um lugar privilegiado para o exercício da liberdade, isto é, da escolha.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Corte-real e Lúcia Encarnação. Amanhã: João Nasi Pereira, Arquitecto, 56 anos.
Domingo, 24 de Setembro de 2006
Pan informática
e
Mini-entrevistas - 26

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Lúcia Encarnação, Directora de Marketing da Empresa Cocktail Team®
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
É a palavra que designa a globalidade dos blogs, e pretende provar que estes são acessíveis a cada vez mais pessoas em todo o mundo.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
A única altura que tive de facto obrigatoriamente que “lidar” com blogs, foi na disciplina de “Escrita Criativa” onde todos os textos eram publicados no blog da turma.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
A blogosfera é o paraíso para aqueles que sempre se quiseram exprimir publicamente e não tinham como o fazer. Sim acredito, é uma forma de quem não tem oportunidade de se expressar publicamente através de outros e quer ser ouvido fá-lo através de blogs. Contudo, se não houver alguma filtragem da informação também há muito “lixo” que se vai acumulando.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira e Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques e Eduardo Corte-real Amanhã: Paulo José Miranda, poeta e escritor.
Sábado, 23 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 25

O Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Eduardo Corte Real, Arquitecto e Prof. universitário.
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Conjunto dos blogues existentes no planeta que curiosamente formam uma esfera.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Nenhum.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
A minha mulher descrever-me os blogues que visita muitas vezes para os arrasar com críticas bem fundamentadas.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Acredito que a blogosfera é uma esfera e acho que isto diz tudo o que eu acho sobre a blogosfera.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira e Maria Augusta Babo e Luís Carloto Marques. Amanhã: Lúcia Encarnação, Directora de Marketing da Empresa Cocktail Team®.
Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 24

- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Creio que se trata de um termo atribuído a uma forma de comunicação. Consulto regularmente alguns blogues, pela importância que dou aos seus autores ou autor.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Existem alguns assuntos regionais que sigo através de um blogue – A-Sul – nomeadamente a urbanização da Flor da Mata. Este blogue tem a particularidade de ser particularmente criativo, sempre actual e vigilante sobre uma autarquia que se caracteriza por um horrenda gestão urbanística.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Nenhum blogue teve impacto na vida pessoal, no sentido de que não alteram profundamente. Creio que a nossa vida é também um somatório de aprendizagens que vamos adicionando diariamente. O blogue como fonte de informação permite-nos isso, o de estarmos melhor informado sobre a nossa sociedade.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Acredito na democracia e considero que é um privilégio viver num país europeu. Não abundam neste nosso globo países com regime democráticos. O de ser “editorialmente livre” está directamente relacionado com o seu estatuto, caso o tenha. Reparem nesta particularidade, os blogues anónimos. Será que são editorialmente livres? Então porque se apresentam na forma anónima? Creio que a liberdade é um bem supremo que nos foi oferecido, pelo que deverá ser acarinhada e vivida com responsabilidade. Como na imprensa escrita, o mesmo se passa na blogosfera, existam quem escolha a estratégia , onde “tudo vale”. De um modo geral esses caminho não lançam frutos que produzam sementes férteis.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira e Maria Augusta Babo. Amanhã: Eduardo Côrte-Real, Arquitecto e Prof. universitário
Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 23

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Maria Augusta Babo, Prof. Universitária, 52 anos
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Ciberespaço-público. A blogosfera veio fornecer outros contornos e reavivar, senão mesmo dinamizar, uma actividade essencial nas democracias modernas: a discussão pública de acontecimentos ou problemas que dizem respeito à comunidade local, mas também global. O fenómeno da blogosfera portuguesa desenvolveu bastante este tipo de intervenção, mais pública do que privada, ou melhor, reformulando a partilha entre o público e o privado, mas com forte incidência no núcleo de questões que, por dizerem respeito à comunidade, são por natureza públicas: ambiente, terrorismo, política interna e externa, questões de urbanismo, estética e arte, ética e bioética, etc.
Resumindo: reforço manifesto de uma consciência de cidadania.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Sim, vários: guerra no Iraque, conflito israelo-palestiniano ou internamente: nomeação do governo Santana e seus desenvolvimentos, candidatura de Manuel Alegre às presidenciais, entre outros.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Eu própria ter participado num blogue colectivo, abordando essencialmente questões de natureza política e de cidadania. Foi mesmo um vício que, talvez por isso mesmo, acabou por se extinguir.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Acredito. A blogosfera sendo um espaço completamente novo e aberto à participação individual no espaço global, rege-se, a meu ver, pelas regulações pragmáticas de outros tipos de discursos e enunciados. Há, como em outros tipos de dispositivos de comunicação, auto-censura, desenvolvimento de enunciados de natureza argumentativa, polémica, provocatória; discursos intimistas, confessionais, subjectivantes ou humoristas, de crítica e de cariz ensaísta. Penso que a capacidade de intervenção intersubjectiva favorece e enriquece o debate. A experiência do debate público em Portugal precisa deste espaço de discussão, só tem a ganhar com ele e merece que se desenvolva. As utilizações mais desviantes - exposição pública do intimismo mais exacerbado - acontecem no domínio do impresso, como da televisão onde atingiram níveis indescritíveis.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça e Manuel Pedro Ferreira. Amanhã:. Luís Carloto Marques, deputado do Grupo Parlamentar do PSD, indicado pelo MPT (Círculo Eleitoral de Setúbal), 43 anos.
Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 22

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Manuel Pedro Ferreira, Professor universitário, 47 anos.
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
A palavra «blogosfera» sugere-me uma rede de pontos irradiadores de expressão/ opinião individuais, que mutuamente se potenciam, podendo estruturar-se como comunidades informais em torno de um tema.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não segui até agora acontecimentos através de blogues. Leio os jornais.
A participação num blog colectivo de poesia
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
A blogosfera parece-me tão livre quanto os seus intervenientes estiverem dispostos a sê-lo. Na prática, a exposição pública põe limites à liberdade que cada um se permite.
Terça-feira, 19 de Setembro de 2006
Viajar no "Cidade Crónicas"

e
Vale a pena passar pelo Cidade Crónicas. É um modo gracioso de viajar. Além do mais, poderei acompanhar-vos como humilde anfitrião.
Mini-entrevistas - 21

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Luís Graça, jornalista/escritor, 43 anos.
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Ora, há muita censura nos blogs. Sei por experiência própria. Já fui vítima disso. Assisti a um debate na livraria Almedina (Atrium Saldanha, Lisboa) e pude constatar como algumas senhoras assumiam um blog como coutada privada, onde as críticas são mal aceites. Achavam perfeitamente natural que se apagasse um comentário, apenas por poder ser "desagradável" ou "má onda".
Falamos de pessoas na casa dos 30 anos. Que deviam compreender as regras da Liberdade de Expressão. Mais curioso: alguns bloggers que têm blogs sobre sexo, com linguagem crua e humorística, são os primeiros a praticar a censura. Exemplo: corrigi de forma divertida uma profusão enorme de erros ortográficos nos comentários. As minhas correcções foram apagadas e recebi um mail a explicar-me que era chato corrigir os erros dos amigos.Repare-se que a minha correcção não pretendia humilhar ninguém.
Mesmo sem censura, há comentários que podem criar um gelo enorme na comunicação. Exemplo: um comentário menos favorável sobre um poema pode ser encarado de forma melodramática pelo seu autor. Há muitas senhoras a publicar poemas de sua autoria na blogosfera. Aprendi que não devemos fazer críticas, ainda que construtivas. Podem compreender que estamos de boa fé, mas ficam sempre muito doridas.
A blogosfera é ainda um espaço em que as pessoas não resistem ao insulto fácil, a coberto do anonimato. Eu penso que devemos deixar o insulto "esvaziar-se". Manter o post no ar e não responder. Não é pela crueza da linguagem que um comentário vai ter muito efeito. Os insultos não passam disso.
Tenho uma experiência recente com um blog meu: Ganda Ordinarice. Prevendo insultos, não pretendendo censurar ninguém, avisei em editorial que podiam insultar à vontade. Sugeri que fossem apenas criativos. E respondo aos amigos através de mail privado. Não na caixa de comentários. Para não "eternizar" diálogos. Por acaso tem havido um número reduzido de comentários, mas eu quis prevenir-me.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate e Ivone Ferreira. Amanhã: Manuel Pedro Ferreira, Prof. universitário, 47 anos.
Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006
A grande cegueira - 2

Mini-entrevistas - 20

- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Recorrendo a um termo das ciências exactas, a blogosfera será o domínio dos blogues. Isto é, a blogosfera será uma espécie de planeta habitado por blogues e blogueiros, sendo estes últimos uns seres que disponibilizam ou recebem informação através de páginas pessoais na internet.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Penso que ainda consultei um ou dois blogues de jornalistas ligados a diários portugueses de referência, após o 11 de Setembro e durante a guerra no Líbano, mas não “perdi” muito tempo com isso.
Para mim os jornais continuam a ser os jornais: é aí que vou beber informação. Vejo os blogues mais como uma espécie de cadernos culturais, que leio com frequência – alguns deles todos os dias, logo pela manhã, tal como consulto a Lusa e alguns diários on-line – mas que servem mais para abrir horizontes (de leitura, por exemplo) do que para fornecer informação (jornalística).
Primeiro, as audiências. Um blogueiro será sempre alguém com alguma vaidade que não se contenta em contemplar-se a si mesmo, ao contrário de Narciso. Se quer ser lido, tratará de adequar os conteúdos que publica ao seu público.
Segundo, nada que façamos é inconsequente. Para além das audiências há leis, e o desrespeito por estas habilita o blogueiro a ser processado pelos conteúdos que publicou.
Sábado, 16 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 19

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Francisco Curate, Professor e Investigador em Antropologia.
Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006
A grande cegueira - 1
Mini-entrevistas - 18

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é António Maria Ferro, estudante, 22 anos.
De início lembrava-me um jornal clandestino onde todos poderíamos escrever. Fiquei durante bastante tempo à procura dessas vozes anónimas, como quem lê os rabiscos nas casas de banho. Acho que essa força inicial da “blogoesfera” esmoreceu. Mas, continuo a achar interessante esse anonimato.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
De âmbito internacional segui atentamente a polémica entre a Margarida Rebelo Pinto e o João Pedro Jorge. Jamais vou esquecer o termo “marca registada”. De âmbito nacional estive particularmente atento às últimas eleições presidenciais.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Entre Outubro 2003 e Setembro de 2006 escrevi no blog segundo-impacto, que continua sem mim. Iniciei-o simplesmente por curiosidade mas rapidamente percebi que estava a nascer uma experiência interessante. Sinto que trabalhei a minha escrita. Vivo agora o luto do último post.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
É seguramente.
Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 17

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Emanuel Vitorino, Editor da Magna Editora, 27 anos de idade.
A blogosfera é um fenómeno de massas relativamente recente. Penso que é um fenómeno ainda um pouco “marginal”, pois não tem o impacto de outros meios de informação e divulgação. Mesmo dentro da internet ainda sofre com essa marginalidade, talvez pela quantidade de incontáveis blogs sobre tudo e sobre nada, talvez pelo carácter anónimo de muitos deles, que pode levar aqueles que procuram informação a não terem confiança neste meio da blogosfera. Por outro lado, a blogosfera é um espaço de criação, pois um blog é uma criação do seu titular, condicionada é certo, mas provêm da decisão de alguém em iniciar um projecto.
Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de Blogues?
Concretamente, não me recordo de seguir um acontecimento nacional ou internacional. Tenho, isso sim, o cuidado de recorrer a este meio para obter informações complementares àquelas que obtenho através de outros meios de informação. Para além dessas informações complementares, acompanho a criação literária e artística que é divulgada através da “blogosfera” e que não tem espaço para ser divulgada através de outros meios.
Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Desde há algum tempo que acompanho a criação literária que vai surgindo no ambiente da “blogosfera”, verificando que muita dessa criação tem uma qualidade assinalável dentro do contexto literário nacional. Como tal, e notando que a “blogosfera” é ainda um meio um pouco “marginal” de divulgação, noto que muitos dos “bloguers” anseiam pela publicação e pela divulgação das suas criações num meio mais comum e mais mediático. Iniciei assim um projecto que desse voz e luz a essas criações. A Magna Editora surgiu, também, com esse intuito, ou seja, dar visibilidade aos poetas, aos romancistas, aos contadores de histórias que andam escondidos pela “blogosfera”. Nesse sentido, e como editor da Magna Editora, a “blogosfera” teve e tem uma importância capital na minha vida profissional e pessoal.
Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Penso que neste assunto ainda se fazem algumas confusões quanto ao que é livre, ou não, da expressão através de blogs. Convém distinguir entre liberdade no acesso a um blog e a liberdade no que se publica num blog. Muitas pessoas não são livres de aceder à internet, pois não têm uma vida suficientemente livre para que o possam fazer. Mesmo aqueles que têm acesso à internet têm de o fazer mediados por um conjunto de parcerias que estabelecem as regras desse acesso. Mas não é este tipo de liberdade que está em causa na sua pergunta, antes a liberdade que diz respeito ao que se escreve num blog. E aí penso que a blogosfera é, efectivamente, uma forma de expressão editorialmente livre. É livre nos conteúdos, praticamente todos, na quantidade, na qualidade e em todo o tipo de criação, as barreiras de controle num meio como este são praticamente nulas, e o facto de ser um pouco “marginal” propicia tal situação.
Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 16

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Fernando Negrão, deputado, 50 anos.
Uma união de palavras muito feliz e que nos leva para o novo mundo das comunicações particulares globais, que está a transformar a imprensa tal como a conhecemos, o que acontece através da democratização do "trajecto da palavra", ou seja, agora não só podemos escrever aquilo que é o nosso entendimento acerca das coisas do mundo, como também, querendo, o podemos fazer chegar a poucos, a muitos ou a todos.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Tenho ainda só a curiosidade, falta-me o hábito. Mas quando o tema é relevante, nunca deixo de fazer uma "visita". A nível nacional lembro-me de "consultas" acerca do caso "apito dourado", ou das últimas eleições presidenciais. A nível internacional a consulta tem sido sempre nos piores momentos no que ao terrorismo diz respeito.
O facto de nos blogues as formas de expressão serem tão variadas e por vezes tão desenquadradas, levam a que por vezes neles se escrevam textos da maior crueldade factual e pessoal, o que só acontece por alguns ainda não terem percebido a relevância desta nova forma de comunicação.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Estamos perante o fenómeno de comunicação mais extenso e mais livre que até hoje terá acontecido, com a particularidade de nem sequer nele existirem regras editoriais. É um caso de efectiva e completa auto-regulação que será interessante acompanhar no futuro.
Terça-feira, 12 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 15

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é António Nunes Pereira, Arquitecto e Prof. Universitário.
Sem saber muito bem o que quer dizer "blog“, parece-me que blogosfera é um espaço virtual de páginas da internet de indivíduos que, nessas mesmas páginas, exprimem opiniões (muito pessoais) e estabelecem diálogo com os leitores. Provavelmente é um lugar previligiado para esquecer inibições, portanto de real livre expressão. Para além disso, a própria expressão blogosfera remete esta realidade para uma situação comparável à da esfera celeste, tão vasta, indistinda e inabrangente aquela como esta.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Hum.. esta entrevista!
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Até agora, não. Evito mesmo ler blogs, pois os que vi até agora são de uma expressividade algo visceral, muito subjectiva, assim como um local de desabafo em que depressa se pode cair no "dizer mal por dizer“. No entanto, para eu ter uma opinião sobre blogs, deveria conhecer mais.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Acredito que sim, até porque o conteúdo dos blogs deve ser de difícil controlo (por parte de qualquer hipotética entidade censória). Em relação aos blogs, coloca-se me menos a questão da censura, mas mais a questão da extrema subjectividade, que raras vezes me interessa.
Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 14


o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Paulo Tunhas, Filósofo.
A possibilidade de conversas e discussões sem o tipo de mediações que, por exemplo, os jornais exigem. O que – colocando, é verdade, problemas particulares - é uma virtude em si. Tenho a certeza, por exemplo, que muito do que se escreverá hoje e nos dias consecutivos sobre o 11 de Setembro nos blogs será incomparavelmente mais pertinente e informado do que aquilo que poderemos encontrar na maioria dos media - que, para disfarçar a natural indigência, buscam ser subtis fazendo uma sociologia selvagem que é o disfarce fruste (às vezes nem isso) de um convencimento político “de esquerda” (e, mais do que “de esquerda”, do puro e simples medo de pensar). Aposto que nos telejornais de hoje vamos assistir a verdadeiros florilégios de sociologia selvagem. Com a boa consciência que o anti-americanismo e o anti-israelismo – é a sua razão profunda de ser - têm o dom de provocar. Como o interesse do exercício é puramente teratológico, confesso que não vou ver. E não é por má-fé: é porque já sei mesmo (um saber de experiência feito) o que iria ouvir, quase ao mínimo detalhe. Mas vou ler alguns blogs – e jornais, claro.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Todo o pós-11 de Setembro. Quem se lembrar o que era o grosso da cobertura jornalística, noticiosa ou opinante, das sequelas do 11 de Setembro (e não me refiro unicamente, nem sobretudo, à guerra do Iraque), percebe a lufada de ar fresco que veio dos blogs, de muitos blogs. Claro que, nos jornais, havia gente como Pacheco Pereira, Helena Matos, Diogo Pires Aurélio, Vasco Pulido Valente, Vasco Graça Moura, Francisco José Viegas, Esther Muznik, José Manuel Fernandes, entre outros, que, com várias diferenças entre si, não alinhavam na corrupção do espírito reinante. Mas eram uma minoria. De resto, a coisa pouco mudou. Os ataques a Israel e a resposta de Israel ao Hezbollah suscitaram na maioria dos media o mesmo estado de espírito que o 11 de Setembro: as vítimas do ataque eram, por definição, culpadas. E, mais uma vez, os blogs, muitos blogs, portaram-se muito melhor.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Nenhum. Enfim, um que não é exactamente “pessoal”. Quando Fernando Gil e eu (com Danièle Cohn) publicamos o livro Impasses, sobre o pós-11 de Setembro, foram os autores de blogs – o primeiro, creio eu, foi o Pedro Lomba, e agradeço-lho daqui – que começaram a falar do livro, no meio de um silêncio jornalístico nada inocente. E, mesmo quando o livro começou a ser referido nos jornais, as melhores discussões foram as dos blogs. Secundariamente, descobri também que, a par de maior liberdade de espírito (e melhor cabecinha), havia também gente que escrevia muito melhor que a média dos opinantes jornalísticos. O que, não sendo exactamente um prodígio, dá prazer.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Talvez por ignorância, não vejo como podia não ser assim, partindo do princípio que percebo o que quer dizer com “liberdade editorial”. O Luís não se sente “editorialmente livre” no seu blog? Isto, claro, não se permitindo decretar uma talvez apetecível fatwa contra inimigos políticos ou pessoais. Mas isso… O Luís permitir-se-ia, por exemplo, reclamar ardentemente terríveis medidas persecutórias contra a nutricionista totalitária Isabel do Carmo – que fosse forçada a usar o véu islâmico, ou a sofrer as indignidades costumeiras das mulheres no Islão, ou coisas assim? Não se permitia. Mas pode-lhe chamar “nutricionista totalitária”, se quiser. E bem, se me é permitida uma opinião na matéria. Mas o não se permitir a primeira coisa, e permitir-se a segunda, não lhe tira um milimetrozinho de “liberdade editorial”. Dá-lha. Ainda há uma palavrinha ou duas que se podem dizer a favor da democracia e dos bons costumes.
Domingo, 10 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 13

Um espaço para comunicar a nível global.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Sim, o movimento de candidatura de Manuel Alegre a PR.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Ter retirado algum do tempo dedicado a outras actividades.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Sim, pode-se escrever um livro num blog sem outro custo que o da conta de internet.
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering e Milton Ribeiro. Amanhã: Paulo Tunhas, Filósofo.
Sábado, 9 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 12

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Milton Ribeiro, escritor e consultor informático, 49 anos, Porto Alegre (Brasil).
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Em minha opinião, a blogosfera não é apenas a soma de blogues, mas sobretudo seus links, comentários e leitores, blogueiros ou não. A blogosfera se diferencia por disponibilizar ferramentas de comunicação, através das quais o leitor pode participar ativamente da festa e não somente assisti-la. A palavra blogosfera também me diz de conteúdos que vão do sublime e inteligente ao vulgar e burro. Porém, depois de viver mais de três anos nela, posso dizer que aqui não há mais bobagens do que nas revistas semanais. Estas são imbatíveis no quesito "ruindade" e, aqui, ainda temos a vantagem de poder xingar e ser xingado...
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Sim, poucos, mas importantes. Por exemplo, a melhor cobertura dos eventos relacionados ao furacão Katrina foi realizada pelo blog de Idelber Avelar (Professor de Literatura Latino-americana e Etnomusicologia da Universidade de Tulane, Nova Orleans, que possui o blog O Biscoito Fino e a Massa - http://idelberavelar.com/). Além de informações e fotos da cidade, ele montou uma rede de comunicação para que as pessoas pudessem dizer em que local estavam, etc. Foi uma diáspora súbita e o Idelber conseguiu fazer com que muita gente fosse encontrada e pudesse dizer "Olha, estou vivo, mas quero saber onde estão fulano e sicrano".
Outro evento que acompanho através de blogues é a tentativa de censura de vários deles, realizada pelo truculento ex-presidente - e, pasme!, membro da Academia Brasileira de Letras do Brasil - José Sarney.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Ser visitado e talvez lido semanalmente por 1200 pessoas é certamente, um impacto na vida de qualquer um. Há que se ter atenção para com este fato. Passo duas horas por dia lendo blogues e talvez quatro horas por semana escrevendo o meu. Mas o maior impacto é o de ser reconhecido como blogueiro quando não estou na frente do computador ou saber que há pessoas desconhecidas que estão informadas sobre minha vida. Explico: meu blogue faz explicitamente Improvisações sobre Literatura, Música, Cinema e Qualquer Coisa, principalmente. Neste Qualquer Coisa, entram alguns posts confessionais. Outro fato impactante foi o de ter ido à Europa e ter ficado hospedado exclusivamente hospedado na casa de blogueiros que não conhecia pessoalmente. E isto na Espanha e na Itália. Sim, fui sempre muitíssimo bem tratado, fui aonde quis e, puxa, fiz uma enorme economia!
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Sem dúvida. Meu blogue fica num condomínio de cujo manifesto chama-se Liberdade de Comunicação e que tem, como membros, pessoas de esquerda - a maioria -, de direita, religiosos, provocadores, ateus, alternativos, etc. De nosso manifesto, trago o seguinte trecho:
Hoje, eu e você somos livres para informar e sermos informados, num fluxo que trafega por meios livres. Mas não vivemos num mundo livre. Liberdade por si só não é suficiente, porque ela não pressupõe naturalmente outro conceito importante: democracia. A mídia tradicional (rádios, TVs, jornais, portais web) está longe de ser proporcional à quantidade de informação produzida, tanto quanto ao número de indivíduos que as recebem. As pontas são infinitamente maiores que os meios existentes. Há um estrangulamento. E quando isso acontece, alguma coisa fica de fora do fluxo. É isso que a mídia tradicional faz: filtrar. Selecionar informações para distribuí-las ao maior número de pessoas possíveis - donde o termo "meios de comunicação de massa". Poucas informações produzidas são veiculadas, poucos produtores tem poder para comunicar o que querem, e poucas opções temos de receber o que de fato queremos. E se não recebemos, a informação existe? De fato, sim; na prática, não. É o sujeito que grita na sala vazia. Sujeito que talvez tenha coisas relevantes a dizer. Todos nós temos coisas a dizer, sim. Por que não teríamos?No modelo vigente, a mídia escolhe por nós. Ela cerceia a própria liberdade que tanto precisa, em nome de uma efetividade - muitas vezes, manchada pela face comercial que a viabiliza (quando não é a própria razão de existir).Mas eu quero falar. Quero falar o que eu quiser. E falar para quem eu quiser. Para quem quiser me ouvir e que vai poder me achar. Quero ouvir. Ouvir o que eu quiser. E ouvir de quem eu quiser. De quem quiser me falar e que vou poder encontrar. Essa é a verdadeira liberdade e democracia da comunicação. Isso, os meios de massa jamais poderão oferecer, mas a Internet sim: com o blog. Uma ferramenta pessoal, acessível, de baixo custo, sem intermediários, apoiada em uma mídia instantânea e de alcance global.
Não apenas o diário virtual, pense de novo: Blog é o suporte tecnológico de uma revolução na exposição de idéias, na distribuição de informação, na democratização da comunicação. Na internet, qualquer sujeito que quiser exercitar sua liberdade de expressão encontra um sujeito exercitando sua liberdade de informação. Isto é liberdade. Isto é democracia. Esse é o direito que deve ser assegurado.
Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 11

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Hans van Wetering, escritor holandês, 42 anos (tradução de Carmo da Rosa).
Que qualquer atrasado mental tem hoje acesso a um palco, e por que não? Toda a gente pode escrever e publicar no seu weblog o que lhe vem à cabeça. Já que não custa (quase) nada e não há critério de qualidade, ou outro qualquer.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Nenhum.
A essência do weblog não será precisamente a inexistência de uma redacção, seja de que tipo for ? A única forma de redacção (no caso de existir) é o próprio sentido crítico.
Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 10

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é Pedro Baganha, arquitecto, 34 anos.
Quarta-feira, 6 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 9

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje a convidada é Filipa Abecassis, Leitora de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pusan (Coreia do Sul), 29 anos.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 8

Opinião Livre. Para o bem e para o mal: o anonimato que permite, abriga acusações e informações que não mostram o rosto de quem as assina. Por outro lado, esse mesmo anonimato também sugere um confronto/discussão/partilha de ideias plural e aberto. Gostaria que o adjectivo utilizado - Livre - pudesse sempre ser substituído por Opinião Isenta e não por Opinião Desenfreada.
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Não.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Ter que os considerar a par de outras formas de expressão, quer na perspectiva de cidadão, quer no ponto de vista da docência que pratico.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Mais uma vez gostaria de chamar aqui alguns sinónimos de Livre: Desgarrado ou Desamarrado... Acredito que há pessoas que se expressam livremente, seja na blogosfera ou não. Se o fazem e quando o fazem, não lhes interessa onde o fazem.
Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 7

e
- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?
Obrigado, em primeiro lugar pelo seu convite. Relativamente à sua questão, eu que sou um caloiro neste mundo da blogosfera, considero neste momento, não quer dizer que a minha opinião não evolua, um espaço de evasão...
- Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
Até este momento não, as minhas fontes privilegiadas de informação têm sido outras...
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Neste momento o impacto ainda é difícil de mensurar, no entanto há já um sentimento de que é possivel voltar a reunir um conjunto de pessoas que me são queridas, mas que estão geograficamente distantes.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Completamente! Mais ainda é uma forma de as pessoas se revelarem descomplexadamente.
e
Nos posts de baixo: entrevistas a Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto e Carlos Pinto Coelho. Amanhã: Reginaldo de Almeida, Professor universitário.
Domingo, 3 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 6

Sábado, 2 de Setembro de 2006
Mini-entrevistas - 5

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. O convidado de hoje é José Luís Peixoto, escritor, 32 anos.
Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006
Blogues e Meteoros - 4
Um dia, Amos Oz descreveu a alma como «uma corsa ansiando por águas vivas». No tempo de férias que ainda temos pela frente - bem sei que há quem já tenha regressado e quem nem tenha sequer chegado a partir (o mundo é cruel!) -, continuo a aconselhar alguns blogues para refrescar a alma e preencher o sentido das pausas.
Comecemos hoje pelo «Tapornumporco» (http://tapornumporco.blogspot.com) que é um blogue de veia anarquista com uma prosa que parece herdar o tom de Mário Henrique Leiria, embora sem demasiado luar literário. Tente depois o «Spike Jones» (http://spikejones.livejournal.com) que, embora já há algum tempo parado (a gestações, as paragens e a superação dos géneros clássicos são coisas normais na blogosfera), nos fala de cinema com frugalidade e sem reciclagens retóricas. Mantendo o mesmo registo, o clássico «A Montanha Mágica» (http://amontanhamagica.blogspot.com) faz dos filmes um naipe de sortilégios que merece ser lido e visto com lentidão. Marque-o nos "Favoritos" e reserve assim a aventura e o prazer que lhe farão recordar mais tarde este Verão. Mais atento à TV e com um design a privilegiar o 'preto e branco', o «Quid Rides?» (http://quidrides.blogspot.com) tem dons que repousam o ciberviajante numa mesinha oval dos anos sessenta com um martini em cima (passe a publicidade).
As artes da performance também merecem destaque nesta altura do ano em que o corpo se olha ao espelho com renovada intimidade, mas também como um intruso de si mesmo (o bronze, as tatuagens, os piercings, a 'rave' perpétua e outros ícones liofilizados de 'bem estar' constituem, hoje em dia, o 'core' do que vai sendo a praia). Numa rota um tanto mais artística, para além da falta de ozono e do apelo aos deuses do iodo, eu daria atenção aos seguintes blogues: «Big Blog is Watching You» (http://bigblogis.blogspot.com), ou o reatar de «Ceci n´est pas une pipe» com verve e actualização permanentes; «Prototype Collector», ou as evocações quotidianas à procura de um estado de alma para a videoarte dos nossos dias (http://anabezelga.blogspot.com); Ana Abrunhosa (http://anaabrunhosa.blogspot.com), ou a modulação da moda sem esquecer alguma melancolia que parece adivinhar o eco húmido de Madame Butterfly; «Art&tal» (http://artital.blogspot.com), ou a luminosidade da fotografia aliada aos chamados objectos culturais e a outros «fluxus» cheios de estilo.
E, enfim, entre muitos outros, salientaria ainda o «Corpo Visível»
(http://corpovisivel.blogspot.com) onde o grafismo e o cromatismo partiram em lua-de-mel para uma ilha deserta onde apenas se contempla Godard, Lynch e o secreto furor das imagens de Nan Goldin.
Espero que as águas vivas e a corça de Amos Oz se tenham cruzado, nesta e na última crónica, com a imagem estival de uma alma mais preenchida.
Assim o espero. Até breve!
Mini-entrevistas - 4

o Miniscente está a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. O convidado de hoje é Nuno Magalhães, deputado do PP pelo círculo de Setúbal, 34 anos.
2 – Seguiu algum acontecimento nacional ou internacional através de blogues?
3 – Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
4 – Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
Por LC |
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