segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Cerveja e literatura - 55

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E eis como, na segunda página do romance de Ron McLarty, A Recordação da corrida (que acaba bem, juro!), o protagonista se apresenta:
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"Só que em 1990, com quarenta e três anos e cento e vinte e seis quilos, eu era supervisor na Goddard Toys, e passava os dias a verificar se os braços do boneco articulado SEAL Sam estavam montados com as palmas das mãos viradas para dentro, e as noites no Tick-Lap Lounge a beber cerveja e a ver programas desportivos na televisão. Não tinha namoradas. Nem, creio eu, amigos propriamente ditos. Tinha companheiros de copos. Bebíamos bem, como bons compinchas."
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(Ron McLarty, A Recordação da corrida, tradução: Ana Falcão Bastos; Bizâncio, Lisboa, 2005, p.10)