domingo, 3 de junho de 2007

A Chave do Dia - 11


JMR
e
Perdido entre a felicidade de várias escritas, nomeadamente uma série de micro-ensaios e a súbita conclusão (e ininterrupta revisão) de uma peça de teatro, o que mais me apetecia era não ter que enfrentar amanhã a segunda-feira (nem, hoje mesmo, uma feira do livro onde irei ainda comparecer). Às vezes, pergunto-me acerca das razões da felicidade. Para além da velha história constitucional e americana de setecentos, até os economistas do nosso tempo já a contracenam com o PIB. Mas eu, no silêncio da minha casa (ouve-se Mahler), não contraceno a felicidade seja com o que for, nem tão-pouco faço lei da sua silhueta inquieta e encapelada. Interrogo-a e é tudo. Mas o mais curioso é que, ao lado da interrogação, a felicidade me continua a aparecer como um espaço que diz agora, um agora vago. Uma nuvem foliforme talvez.