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A campanha publicitária patrocinada pelo governo, "Novas Oportunidades", tem sido alvo de indignação. O que é normal. Mas há um lado que tem sido pouco aflorado até agora: a adequação das figuras convidadas às profissões menores que ficcionalizam. É que nem sempre a pose e o guião sugerem notas desajustadas. Repare-se: um observador coreano ou maltês, ao olhar para as imagens da campanha, acharia normal a personagem Judite Sousa a vender jornais ou Maria Gambina a cerzir meias (por causa do Manchester United, Carlos Queirós acaba por denotar uma veia um tanto paródica, mas isso não lhe retira a eficácia do papel assumido). A prática do endorsement publicitário tem destas coisas. Do outro lado da "genialidade" dos copies e da indignação da crítica, há sempre uma trovoada que faz rir. Bataille concordaria.