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Vermittlung von Kunstwerken, Serge Charchoune
E quando o dia nos interpela acerca da memória indiferenciada de tantos fins de Maio? Não terá sido sempre o mesmo mês, o mesmo tempo, a mesma contemporaneidade? Não terá sempre havido a mesma voragem de vozes e o mesmo céu em curvatura de devaneios? Não terá sempre persistido o mesmo brilho, a mesma memória e o mesmo desejo com nome de calor? Não terei eu sempre vivido neste dia, todos os dias? Subitamente a minha resposta é corrosiva e fatal: sim. Este é o dia.
E hoje é dia de decisões. Difíceis, mas decisões. Falarei disso mais tarde. Assunto delicado, mas para não esconder (refiro-me àquilo que não tiver que ser escondido).