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O sol de novo. Aproxima-se vivamente a estação que parece não deixar nada escondido. Num mesmo plano, na mesma cena tudo desponta. Em excesso. E é devido à profusão e à abundância que a Primavera é o esteio poético das grandes paixões. A fartura e a opulência conduzem à ausência de montagem. E as imagens aparecem de todo o lado, sem direcção, disputando o sentido e o caos, o olhar e a carne. Imaginação fértil, corpo aéreo, navegação turbulenta.