Se o governo se decidir pela publicação dos seus credores fiscais, creio que a blogosfera poderá - em parte, claro - gritar vitória (não posso, neste cibercafé, legitimar o dito com links).
Gordos, gorduchos, balofos a baloiçarem em calções brancos de fibra Minipreço. Elas, vestidas com roupões às franjas, ancas montanhesas e olhos de loba. O frango assado, transparente, as ondas e as esplanadas como pastagens ecopilosas.
A estupidez das pessoas leva-as a querer apenas coisas escritas. Para mim, nestes dias, a cultura devia apenas ocupar-se de outros aspectos da estupidez. E da pele.
Em mais de três anos de blogger consegui (felizmente) estar apenas por uma vez numa dessas sessões de debate sobre blogues. E uma das coisas que - dessa vez - mais atormentava as pessoas era o poder afirmar-se num post que não havia nada a dizer. Pois eu acho isso o mais extordinário clímax da blogosfera.
No início das férias, o cheiro a mofo despertou-me algum interesse. Percebi que o interesse nada tinha a ver com a humidade, mas apenas com o desejo de calcorrear o tempo para além da pausa (que é o estado aparente que as férias nos devolvem).