quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Férias - 10

Não. A felicidade ou existe agora, ou apenas depois de há muito a termos perdido (ou inventado?).
(31/7)

Férias - 9

Se o governo se decidir pela publicação dos seus credores fiscais, creio que a blogosfera poderá - em parte, claro - gritar vitória (não posso, neste cibercafé, legitimar o dito com links).
(31/7)

Férias - 8

Gordos, gorduchos, balofos a baloiçarem em calções brancos de fibra Minipreço. Elas, vestidas com roupões às franjas, ancas montanhesas e olhos de loba. O frango assado, transparente, as ondas e as esplanadas como pastagens ecopilosas.
(30/7)

Férias - 7

Como sereno mas incisivo adepto do Glorioso, decreto aqui a minha vil impaciência. Engenheiro para a rua, já!
(30/7)

Férias - 6

Tenho um romance parado há quase dois anos. Todos os capítulos se iniciam com a mesma frase: "Quando eu era escritor..."
(30/7)

Férias - 5

A estupidez das pessoas leva-as a querer apenas coisas escritas. Para mim, nestes dias, a cultura devia apenas ocupar-se de outros aspectos da estupidez. E da pele.
(30/7)

Férias - 4

Por não ter sido nos últimos anos um grande leitor de ficção, a verdade é que neste Verão Houellebecq é mesmo a grande revelação. Salut!
(29/7)

Férias - 3

Em mais de três anos de blogger consegui (felizmente) estar apenas por uma vez numa dessas sessões de debate sobre blogues. E uma das coisas que - dessa vez - mais atormentava as pessoas era o poder afirmar-se num post que não havia nada a dizer. Pois eu acho isso o mais extordinário clímax da blogosfera.
(29/7)

Férias - 2

No início das férias, o cheiro a mofo despertou-me algum interesse. Percebi que o interesse nada tinha a ver com a humidade, mas apenas com o desejo de calcorrear o tempo para além da pausa (que é o estado aparente que as férias nos devolvem).
(29/7)

Férias - 1

O papel do escritor é voltar a dizer. Logo, o papel de um bom escritor é voltar a dizer, mas sem que se note a repetição.
(29/7)