terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Os meus romances deste ano

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Esta resenha vale o que vale, porque – geralmente – só consigo ler romances quando não estou a escrever e, sobretudo, se estou em férias das actividades ensaísticas (esse espaço que torna o mundo numa fantasia desprevenida). Seja como for, há romances que este ano me ficaram na pele – nem todos de 2006 – e há romances que este ano não consegui devorar (ou em que não consegui sequer entrar). Façamos, pois, o breve percurso.
O último Houellebecq tocou-me bastante e fez-me sonhar com um futuro ensaio sobre o território pós-humano. Creio que o génio do bretão reside em descarnar a ferida com um realismo e com um vitalismo extremamente actuais. Como curiosidade de uma certa relação com o corpo, não esqueço o facto de a tradutora, Isabel Aubyn, ter preferido sistematicamente, ao longo deste romance de Houellebecq, A Possibilidade de uma Ilha, o verbo “menear” e o substantivo “felação”, respectivamente, a “abanar” (a cabeça) e a “broche” (no sítio do costume).
Em segundo lugar, relevo O Mar do irlandês John Banville. Um bom livro, simples, mas de narração agilíssima. A história coloca em cena um protagonista claramente derrotado pelo objecto da sua própria memória. Como se as lembranças que se acamam no romance desarmassem o narrador face ao narrado: uma melancolia filha da desistência e não tanto do brilho ácido de um pranto (à Houellebecq, por exemplo) que saberia bem acompanhar. Seja como for, há poucos livros em que a poética da minúcia e um realismo solto e até mordaz acasalem de modo tão sereno.
Shalimar O Palhaço de Salman Rushdie é, com toda a certeza, um dos grandes livros do ano. Depois de o ler, voltei a concordar com quem afirma que apenas a imensa cobardia do Ocidente afasta Rushdie do Nobel. Nada mais. A entrada do romance reivindica o literário (a altivez adjectiva, o imperativo descritivo dos personagens, as interessantíssimas espirais narrativas, etc.) sem o dizer. É possível que as deambulações nos conduzam - aqui e ali - a uma certa exaustão, mas o modo como o desenlace é trabalhado desde o início, a par das pequenas-grandes sagas do terrorismo das últimas décadas, superam esses acenos de fôlego.
Outro romance que li de rajada, e que coloca como personagem principal o grande Fiodor, foi O Mestre de Petersburgo de J.M. Coetzee. Camus poderia ter escrito um outro Mito de Sísifo, se tivesse lido este livro. Tudo porque, no final do capítulo 9, Fiodor responde à filha da anfitriã do seguinte modo: "Ninguém se mata, Matriosha. Uma pessoa pode pôr a vida em perigo, mas não se pode verdadeiramente matar" (...) ou seja: "pergunta a Deus: Salvar-me-ás?; e Deus - neste caso - deu-lhe uma resposta. Deus disse: Não. Deus disse: Morre". No fundo, mesmo no suicídio, existe um espaço de possibilidades que se situa entre a situação de risco criada e a natureza, ainda que bizarra, de uma gratidão que se identifica com o próprio desfecho.
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De raiz bem diversa, O Fardo do Amor de Ian McEwan foi outra história excelente a que me entreguei em 2006, embora, deva confessar-se, já conte uns bons nove anos de vida. Os méritos do romance advêm da arquitectura do plot e da engrenagem ficcional que faz revolutear factos e situações inauditas. Tudo começa com um incidente puro e duro de onde depois emerge a força dos mal-entendidos e a singular inverosimilhança de um psicopata. Talvez o desenlace pudesse acusar uma toada um pouco mais abismada, ou tão-só inesperada.
Por fim, um Kundera que sempre me passou ao lado: A Ignorância (de 2000). Trata-se de um romance que toca todos aqueles que repartiram a sua vida por diversos lugares (o leitmotiv põe em jogo dois checos que, depois do fim do comunismo, procuram em vão a mitologia do Nostos, ou seja, da cruel miragem de um regresso dourado).
No lado negativo das minhas leituras romanescas, sublinho A Conspiração contra a América de Roth que li no início do ano. É o exemplo de uma grande ideia que depois não luz. Li-o e apaguei-o quase ao mesmo tempo. Também o romance biográfico Autor, Autor de David Lodge me cansou, embora por outras razões de que destacaria a aridez da linguagem e pesaroso tom ‘estilo Família Bellamy’.
De lado, semana após semana, foi ficando – na companhia de muitos outros, e se calhar injustamente – Donna Tartt. A ela voltarei, logo que puder.

CONCURSO ANO NOVO - 12


O Rapto das Sabinas, Carolum Collardum, BND
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OBJECTIVO: CONSTRUIR A FRASE CERTA A PARTIR DAS VÁRIAS INSTRUÇÕES com esta cor QUE VÃO SENDO DADAS ATÉ AO DIA DE REIS (SÁBADO, DIA 06/01/07).
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Sem perceber a lógica da coisa, teria dito: “Pegou-me e provavelmente evitou o pior.”
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PRÉMIO: TRÊS LIVROS (DISPONÍVEIS) DO AUTOR DO MINISCENTE ESCOLHIDOS PELO PRÓPRIO VENCEDOR (AQUELE QUE DESCOBRIR A FRASE EM PRIMEIRO LUGAR ).
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(este concurso tem a duração de 23 dias: de 15 de Dezembro de 2006 a 6 de Janeiro de 2007 – respostas permanentes para luis.carmelo@sapo.pt)
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Passadas 12 edições do CONCURSO ANO NOVO, restam-nos agora 11. Passámos a metade e é, portanto, altura de relembrar as frases já apresentadas (não esquecer que o objectivo do concurso é construir uma única frase a partir das várias frases que têm sido - e que continuão a ser - aqui apresentadas; como ajuda para desvendar a lógica e o nexo deste concurso, clicar AQUI):
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1 - Palavras que deve pronunciar esta semana: “Deus”, “escolha” e “cintura.”
2 - Verbos a evitar esta semana: “Pegar, colocar e agarrar.”
3 - Início de frase complicadas: “E Deus cumpriu o prometido.”
4 - Fim de frase a utilizar muitas vezes: “E pousou a mão na minha cintura.”
5 - Raciocínios estimulantes: “Pegou-me por baixo e sussurrou já não sei o quê.”
6 - A pronunciar em voz baixa: “E Deus pegou na coisa desejada.”
7 - Palavras a repetir às duas da manhã: “E Deus pegou na vela já acesa.”
8 - Frase a segredar em voz baixa: “Fê-lo com cuidado como se fosse pela cintura.”
9 - À vista desarmada: “A curva do rio parecia a cintura da jornalista.”
10 - Título de livro: “E Deus pegou-me pela alma.”
11 - Associação mental muito rápida: “E se a alma fosse parte do corpo?”
12 - Sem perceber a lógica da coisa, teria dito: “Pegou-me e provavelmente evitou o pior.”

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

CONCURSO ANO NOVO - 11


O Rapto das Sabinas, John Leech, WPD
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OBJECTIVO: CONSTRUIR A FRASE CERTA A PARTIR DAS VÁRIAS INSTRUÇÕES com esta cor QUE VÃO SENDO DADAS ATÉ AO DIA DE REIS (SÁBADO, DIA 06/01/07).
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Associação mental muito rápida: “E se a alma fosse parte do corpo?”
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PRÉMIO: TRÊS LIVROS (DISPONÍVEIS) DO AUTOR DO MINISCENTE ESCOLHIDOS PELO PRÓPRIO VENCEDOR (AQUELE QUE DESCOBRIR A FRASE EM PRIMEIRO LUGAR ).
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(este concurso tem a duração de 23 dias: de 15 de Dezembro de 2006 a 6 de Janeiro de 2007 – respostas permanentes para luis.carmelo@sapo.pt)

domingo, 24 de dezembro de 2006

Pré-publicações - 10

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José Barbosa Machado (ed.), História do mui nobre Vespasiano imperador de Roma, 2ª ed. revista e ampliada. Edições Vercial, Janeiro de 2007.
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Pré-publicação:
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"De como desesperou el-rei Arquileu e chantou a espada pelo coração. Capítulo .xxii.
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E quando el-rei Arquileu viu que o imperador não no queria tomar em sua mercê, e viu que havia de entrar na cidade onde morriam de fome, assanhou-se consigo mesmo e diante de todos se desceu do cavalo e desarmou-se e tirou a espada. E como a tirou, disse: «Já a Deus não prazerá que eu vivo me ponha em vosso poder, nem em vossas mãos, nem tome cousa que a mim seja desonra.» E meteu a ponta da espada pelo meio do coração e deixou-se cair em cima dela e passou-lhe às espáduas e logo caiu morto em terra. E quando Pilatos viu que el-rei Arquileu era morto, foi mui triste e irado, e meteu-se na cidade sem pedir licença ao imperador, e ali fez grão dó pela morte del-rei Arquileu. E ao outro dia pela manhã, Pilatos fez ajuntar tôdolos cavaleiros da cidade e fez ali vir a José Jafaria e Barrabás seu mestre-sala por tomar seu conselho, e disse: «Senhores, bem vedes vós que nós não nos podemos ter [contra] o imperador, que Deus nos tem esquecido, e nenhumas viandas não temos nesta cidade, por[que] nunca tal tribulação foi e nenhuma [cidade] tal como esta.» E respondeu José e disse: «Senhor, em isto outro conselho vos não pode homem dar, pois o imperador não vos toma em sua mercê. E, senhor, deu-vos mau conselho aquele que vos disse que contra o imperador fôsseis, que bem podeis ver que contra o imperador vós não éreis igual, mas demandai-o àquele que mau conselho vos deu.» E disse Pilatos: «Isso não farei eu, mas façamos assim: aqui na cidade há aí muito tesouro e grande, de ouro e de prata e de pedras preciosas. E o imperador e as suas gentes cuidam de o haver todo. Mas não haverão nenhuma cousa. Pelo qual mando que o ouro e a prata seja limado e as pedras preciosas sejam moídas, e daquilo seja feita pólvora. E seja assim repartido, que tanto seja dado ao rico como ao pobre, e cada um coma dele sua parte. E o imperador nem tôdolos outros inimigos não no haverão.» E logo foi feito. E dês que foi tudo comesto, vieram diante de Pilatos e disseram: «Senhor, feito temos teu mandado; manda o que façamos.» E quando Pilatos isto ouviu, começou mui fortemente de chorar, e disse diante de todos: «Senhores, vós outros me estabelecestes que fosse governador. Bem sabeis todos que da primeira eu era adiantado do honrado César Augusto, imperador de Roma, ao qual fazia certo tributo e o tinha por senhor e vós outros todos. E agora, por mau conselho, alcei-me contra Vespasiano seu filho, donde por este pecado e pela traição que foi feita e consentida na morte daquele santo profeta, que bem vos deve lembrar que tais sinais fez no dia em que morreu, e antes que morresse disse pela sua boca no dia de Ramos todos estes males que agora são, não são cumpridos, mas creio que ainda se cumprirão; que já parece cada dia, pois eu não creio que possa escapar de morte. Vós outros porventura escapareis; rogo-vos por Deus que me queirais perdoar se porventura a algum de vós outros fiz algum nojo.» E os cavaleiros e o povo, quando ouviram estas palavras, foram muito turvados, em tal guisa que nenhum não pôde falar nem responder, tão fortemente choravam que sabiam que haviam de ser todos destruídos. E Pilatos disse: «Barões, outro conselho eu não vejo nem vos posso dar, senão que nos demos ao imperador e estejamos à sua mercê, que porventura alguns escaparão, que melhor é que morrermos todos de fome.» E todos tiveram por bom o conselho de Pilatos, e disseram que melhor seria estar à mercê do imperador que morrer de fome. E ao outro dia Pilatos e tôdolos outros pela manhã saíram fora da cidade e foram à vala que estava derredor do muro. E Tito andava cavalgando com muitos cavaleiros, e Pilatos fez-lhe seus sinais com as luvas que trazia nas mãos. E quando Tito o viu, veio com seus cavaleiros adiante onde Pilatos o viu. E Pilatos começou a dizer a Tito: «Senhor, seja vossa mercê que rogueis ao imperador, vosso padre e meu senhor, que haja mercê de mim e de todo este povo, e não pareis mentes às nossas maldades.» E isto lhe dizia chorando fortemente. E Tito enviou dous cavaleiros ao imperador que lhe dissessem as palavras em que Pilatos estava com ele. E quando o imperador ouviu isto, fez armar dous cavaleiros e cavalgou e veio onde estava Tito seu filho. E começou Tito a dizer ao imperador: «Senhor, sabei que Pilatos vos quer entregar a cidade com condição que o filheis em vossa mercê.» E o imperador lhe respondeu: «Filho, não é agora tempo de pedir mercê, que o faz porque não pode mais fazer.» E o imperador olhou mentes que fazia Pilatos e disse-lhe isto: «Se tu me quiseres entregar a cidade com todos os Judeus que dentro são para fazer nossas vontades, eu a tomarei. E digo-te que tão pouco haverei mercê de ti nem dos outros, como vós houvestes do santo profeta Jesus Cristo, o qual vós outros acusastes falsamente à morte, e os maus Judeus o enclavaram na cruz, pelo qual vos digo que já mercê não achareis em mim.» E quando Pilatos isto ouviu, foi mui triste ele e tôdolos outros, e disse ao imperador: «Senhor, tomai a cidade e tudo quanto em ela está e seja vossa mercê feita à vossa vontade.» Quando o imperador viu que de todo em todo Pilatos se punha em seu poder, fez cercar as valas derredor por que nenhum judeu não pudesse sair. E mandou entrar até quatro mil cavaleiros na cidade, e mandou-lhes que cerrassem as portas todas, e que nenhum judeu não deixassem sair nem outras cousas. E então Pilatos se tornou e tôdolos outros à cidade. E Tito entrou na cidade com grande cavalaria e entraram com ele Jacob e Jafel por ordenar a cavalaria, que era mui grande. E Tito tomou Pilatos pela barba e encomendou-o a dez cavaleiros que o guardassem mui bem. E Jacob tomou a José Jafaria e Jafel, e porque era bom cavaleiro, foi tomar Barrabás, mestre-sala de Pilatos. E dês que tudo isto foi feito, o imperador entrou em Jerusalém e mandou que todos os Judeus fossem presos e bem atados, e que logo os trouxessem diante dele, e logo foi feito, e disse às suas gentes: «Pois que a cidade é em nosso poder, nós queremos fazer almoeda dos Judeus que estão aqui. Como eles venderam ao santo profeta Jesus Cristo, o qual é saúde da nossa enfermidade, assim como o venderam por trinta dinheiros, nós queremos vender trinta Judeus por um dinheiro. Quem quiser mercar, merque por um dinheiro.» E então veio um cavaleiro e disse ao imperador: «Senhor, eu tomarei um dinheiro se vos aprouver.» E o imperador mandou que lhe dessem antre homens e mulheres e crianças trinta por um dinheiro. Mas foi ventura de um cavaleiro que houve todos os Judeus que eram grandes e valentes. E dês que os tinha recebidos, levou-os à sua tenda. E depois que os teve aí, deu com a sua espada um golpe pelo ventre e matou um judeu e logo caiu em terra morto. E ao tirar da espada, saiu do ventre do judeu ouro e prata. E o cavaleiro ficou muito maravilhado do que viu, e tomou adeparte um dos outros Judeus que lhe pareceu mais velho e disse-lhe: «Dize-me tu que será isto, que eu nunca vi em corpo de homem morto, judeu nem doutra pessoa, que saísse ouro nem prata senão deste.» E o judeu disse: «Senhor, se tu me segurares a vida, eu to direi.» E o cavaleiro segurou ao judeu de morte, e o judeu contou-lhe como lhes mandara Pilatos comer todo o tesouro que estava na cidade e as pedras preciosas, por que o imperador nem a sua gente não no houvessem nem se servissem dele. «E esta é a razão porque tu achaste no corpo deste judeu morto ouro e prata. E saberás que tanto dava de comer ao pobre como ao rico.» E quando o cavaleiro soube isto, mandou a dois escudeiros que matassem os vinte e oito Judeus e que não tocassem naquele judeu que tinha seguro, mas que o guardassem bem. E dês que os vinte e oito Judeus foram mortos, mandou-os abrir pelo ventre e tiraram tanto de ouro e prata que foi maravilha. E logo foi sabido por toda a hoste do imperador que os Judeus estavam cheios em seus corpos de ouro e prata, porque todo o tesouro da cidade tinham comido. E vereis vir cavaleiros e outras pessoas muitas correndo à cidade para mercar dos Judeus e cada um dizia: «Senhor, vende-nos sequer um por um dinheiro.» E cada um tanto que os tinha mercados, matavam-nos por tirar o tesouro que tinham. E daí a poucas horas se ajuntou tanta gente que era sem conto, e havia maior pressa naquilo que parecia taverna de bom vinho, ainda que o dessem de graça. E cada um, assim como o mercava, assim o matava por tirar deles o tesouro. Mas por muito mau houveram o conselho de Pilatos, porque lhes fez comer o tesouro, que muitos escaparam da morte e por esta razão morreram. E quando o imperador viu a grão pressa dos mercadores, mandou que dali adiante não vendessem mais até que soubessem quantos deles haviam de vender. E o seu mestre-sala os fez contar e, dês que foram contados, disseram ao imperador: «Senhor, sabede que antre homens e mulheres e criaturas são os que ficam por vender cento e oitenta, que valem seis dinheiros, tantos vos sobejam e mais não.» «Pois – disse o imperador –, não vendam mais; fiquem estes, porque a paixão do filho de Deus seja relembrada melhor, e porque em todo tempo as gentes que virem chamem traidores, porque mataram o santo profeta Jesus Cristo; assim como eles deram ao senhor maior por trinta dinheiros, bem assim tenho dado trinta Judeus por um dinheiro. E estes Judeus que ficam sejam para mim e guardai-os bem.» E cumprida foi a ocasião do povo naqueles que foram vendidos trinta Judeus por um dinheiro. E foram os vendidos por conta quarenta mil pessoas ao menos de quantos jaziam mortos e esquartejados pela cidade, que não podiam andar senão sobre mortos. Mas dês que tudo isso foi feito, o imperador mandou que todos os mortos fossem enterrados, porque, enquanto estivessem na cidade, não houvesse aí fedor. E logo foi feito, porque as gentes o tinham na vontade; e cada um fazia quanto podia."
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Actualização das editoras que integram o projecto de pré-publicações do Miniscente: A Esfera das Letras, Antígona, Ariadne, Bizâncio, Campo das Letras, Colibri, Guerra e Paz, Magna Editora, Magnólia, Mareantes, Publicações Europa-América, Quasi, Presença e Vercial.

CONCURSO ANO NOVO - 10


O Rapto das Sabinas, Nicolas Poussin, REA
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OBJECTIVO: CONSTRUIR A FRASE CERTA A PARTIR DAS VÁRIAS INSTRUÇÕES com esta cor QUE VÃO SENDO DADAS ATÉ AO DIA DE REIS (SÁBADO, DIA 06/01/07).
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Título de livro: “E Deus pegou-me pela alma.”
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PRÉMIO: TRÊS LIVROS (DISPONÍVEIS) DO AUTOR DO MINISCENTE ESCOLHIDOS PELO PRÓPRIO VENCEDOR (AQUELE QUE DESCOBRIR A FRASE EM PRIMEIRO LUGAR ).
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(este concurso tem a duração de 23 dias: de 15 de Dezembro de 2006 a 6 de Janeiro de 2007 – respostas permanentes para luis.carmelo@sapo.pt)

sábado, 23 de dezembro de 2006

Votos de Bom Natal

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Na próxima semana útil (de Terça-feira, dia 2/1/07, ao sábado, dia 6/1/07), as mini-entrevistas a publicar no Miniscente serão as seguintes: José Pacheco Pereira, Pedro Sette Câmara, Rui Bebiano, António Balbino Caldeira e Madalena Palma.
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Tal como as mini-entrevistas, que descansam a partir de hoje, também a rubrica de pré-publicações cumpre uma breve pausa, embora se reinicie - e com grande caudal - já no início de Janeiro.
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O "Concurso de Ano Novo", esse, fica no ar ao longo de toda a Quadra.
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Aproveito para vos desejar um bom Natal!

CONCURSO ANO NOVO - 9


O Rapto das Sabinas, Valerio Castello, CGE
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OBJECTIVO: CONSTRUIR A FRASE CERTA A PARTIR DAS VÁRIAS INSTRUÇÕES com esta cor QUE VÃO SENDO DADAS ATÉ AO DIA DE REIS (SÁBADO, DIA 06/01/07).
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À vista desarmada: “A curva do rio parecia a cintura da jornalista.”
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PRÉMIO: TRÊS LIVROS (DISPONÍVEIS) DO AUTOR DO MINISCENTE ESCOLHIDOS PELO PRÓPRIO VENCEDOR (AQUELE QUE DESCOBRIR A FRASE EM PRIMEIRO LUGAR ).
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(este concurso tem a duração de 23 dias: de 15 de Dezembro de 2006 a 6 de Janeiro de 2007 – respostas permanentes para luis.carmelo@sapo.pt)

Mini-entrevistas/Série II – 88


LC
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O Miniscente tem estado a publicar uma série de entrevistas acerca da blogosfera e dos seus impactos na vida específica dos próprios entrevistados. Hoje o convidado é João Morgado Fernandes (http://frenchkissin.blogspot.com/).
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- O que é que lhe diz a palavra "blogosfera"?
Basicamente, um universo em expansão. À semelhança do que acontece com o outro universo, fico sempre na expectante sobre a possibilidade de haver vida interessante para lá dos meus horizontes. É um universo sempre em expansão e, quanto mais se conhece, mais há para conhecer. Por deformação profissional, a minha galáxia é mais a dos blogues políticos, mas estes são quase a reprodução fidedigna dos media tradicionais, com os seus analistas, as suas cartas dos leitores... Os melhores textos, no entanto, encontrei-os noutras galáxias, por exemplo na dos blogues mais intimistas.
- Qual foi o acontecimento (nacional ou internacional) que mais intensamente seguiu apenas através de blogues?
Tudo o que mexe (e às vezes até o resto...) me interessa. Os blogues são um excelente ponto de observação sobre o mais óbvio - respondendo à sua questão, a guerra do Iraque terá sido o acontecimento em que mais estive atento na blogosgfera -, mas também sobre aquilo que os media tradicionais não querem ou não podem abordar. Há tendências de moda, de gosto, de opinião, que detecto com mais facilidade nos blogues.
- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Vários. Por exemplo, a compra de dois portáteis (a coisa contagiou-se cá em casa...). Enfim, os blogues tomam tempo. Leio muitos. E também escrevo alguma coisa, mas felizmente são textos quase automáticos. Obviamente, há noites mal dormidas, mais no passado que no presente, mas também há alguns ganhos - lendo nos sítios certos, tenho autênticas súmulas da actualidade, com links para textos interessantes que, de outra forma, me passariam ao lado.
- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
A escrita, tal como o resto do que somos e fazemos, é sempre uma construção. Nessa medida, a expressão é tão livre ou condicionada nos blogues como noutros sítios. Os limites dos blogues não são muito diferentes do mundo lá fora: a lei, o bom senso... Penso que essa ideia de liberdade bloguística radica na premissa da ausência de intermediação, de editor. Na verdade, nos media tradicionais, há sempre trabalho colectivo (é mais isso do que hierarquia ou edição, ao contrário do que muitas pessoas pensam...), e nos blogues estamos mais entregues a nós próprios. A minha experiência pessoal diz-me, porém, que, precisamente por isso, sou muitas vezes mais cuidadoso no blogue - aqui, o que eu faço bem ou mal depende quase exclusivamente de mim. E, nessa medida, a escrita do blogue até acaba por ser mais editada do que a do jornal, por exemplo. E a auto-edição é sempre mais trabalhosa e rigorosa do que a edição - de resto, só assim se explica que tenhamos alguns blogues de tão grande qualidade em Portugal.
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Entrevistas anteriores: Série I - Carlos Zorrinho, Jorge Reis-Sá, Nuno Magalhães, José Luís Peixoto, Carlos Pinto Coelho, José Quintela, Reginaldo de Almeida, Filipa Abecassis, Pedro Baganha, Hans van Wetering, Milton Ribeiro, José Alexandre Ramos, Paulo Tunhas, António Nunes Pereira, Fernando Negrão, Emanuel Vitorino, António M. Ferro, Francisco Curate, Ivone Ferreira, Luís Graça, Manuel Pedro Ferreira, Maria Augusta Babo, Luís Carloto Marques, Eduardo Côrte-real, Lúcia Encarnação, Paulo José Miranda, João Nasi Pereira, Susana Silva Leite, Isabel Rodrigues, Carlos Vilarinho, Cris Passinato, Fernanda Barrocas, Helena Roque, Maria Gabriela Rocha, Onésimo Almeida, Patrícia Gomes da Silva, José Carlos Abrantes, Paulo Pandjiarjian, Marcelo Bonvicino, Maria João Baltazar, Jorge Palinhos, Susana Santos, Miguel Martins, Manuel Pinto e Jorge Mangas Peña. Série II – Eduardo Pitta, Paulo Querido, Carlos Leone, Paulo Gorjão, Bruno Alves, José Bragança de Miranda, João Pereira Coutinho, José Pimentel Teixeira, Rititi, Rui Semblano, Altino Torres, José Pedro Pereira, Bruno Sena Martins, Paulo Pinto Mascarenhas, Tiago Barbosa Ribeiro, Ana Cláudia Vicente, Daniel Oliveira, Leandro Gejfinbein, Isabel Goulão, Lutz Bruckelmann, Jorge Melícias, Carlos Albino, Rodrigo Adão da Fonseca, Tiago Mendes, Nuno Miguel Guedes, Miguel Vale de Almeida, Pedro Magalhães, Eduardo Nogueira Pinto, Teresa Castro (Tati), Rogério Santos, Lauro António, Isabela, Luis Mourão, bloggers do Escola de Lavores, Bernardo Pires de Lima e Pedro Fonseca. Agenda para esta semana (de segunda-feira, dia 18/12, ao sábado, dia 23/12): Luís Novaes Tito e Carlos Manuel Castro, João Aldeia, João Paulo Meneses, Américo de Sousa, Carlota e João Morgado Fernandes.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Informação e Votos

e
Na próxima semana útil (de Terça-feira, dia 2/1/07, ao sábado, dia 6/1/07), as mini-entrevistas a publicar no Miniscente serão as seguintes: José Pacheco Pereira, Pedro Sette Câmara, Rui Bebiano, António Balbino Caldeira e Madalena Palma.
ee
Tal como as mini-entrevistas, que descansam a partir de amanhã (após a prestação de João Morgado Fernandes), também a rubrica de pré-publicações cumpre uma breve pausa, embora se reinicie - e com grande caudal - já no início de Janeiro.
e
O "Concurso de Ano Novo", esse, fica no ar ao longo de toda a Quadra.
e
Aproveito para vos desejar um bom Natal.

CONCURSO ANO NOVO - 8


O Rapto das Sabinas, Picasso, MDA
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OBEJCTIVO: CONSTRUIR A FRASE CERTA A PARTIR DAS VÁRIAS INSTRUÇÕES com esta cor QUE VÃO SENDO DADAS ATÉ AO DIA DE REIS (SÁBADO, DIA 06/01/07).
e
Frase a segredar em voz baixa: “Fê-lo com cuidado como se fosse pela cintura.”
e
PRÉMIO: TRÊS LIVROS (DISPONÍVEIS) DO AUTOR DO MINISCENTE ESCOLHIDOS PELO PRÓPRIO VENCEDOR (AQUELE QUE DESCOBRIR A FRASE EM PRIMEIRO LUGAR ).
e
(este concurso tem a duração de 23 dias: de 15 de Dezembro de 2006 a 6 de Janeiro de 2007 – respostas permanentes para luis.carmelo@sapo.pt)