domingo, 12 de fevereiro de 2006

Rebate

Estava ontem no S. Luís num debate sobre a novíssima poesia portuguesa, já nem sei o que o Pedro me teria perguntado, mas lembro-me de ter dito que me “via” como um “niilista contido” e, se possível, “sereno”. Há momentos em que ficamos silenciados face a nós próprios.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Liberdade

Assinar este manifesto é defender a liberdade.
e

Qual mensalões!

e
"A eleição no Brasil está interessantíssima: é uma eleição de um candidato só, com direito a caneta, a enorme exposição na mídia, a programas sociais de todos os tipos. O último foi anunciado ontem, com festa no Palácio do Planalto e espaço garantido em todas as TVs, rádios e jornais: o programa de habitação, com uma bolada nada desprezível de R$ 18,7 bilhões.(...) Bem, o quadro é esse: Lula é candidato único e, do outro lado, FHC é porta-voz de um candidato que ninguém sabe, ninguém viu. O tempo está correndo. A caneta e as benesses do governo, também. A recuperação de Lula nas pesquisas não é, ou não deveria ser, surpresa para ninguém."
e
por Eliane Cantanhêde

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Desfocar a cena e o enredo

Num lado, pode sempre achar-se graça ao figurão.
Noutros lados, não se pode nunca tocar na sensibilidade alheia.
e
Daniel Wolf escreve no último Spectator (no links) que, afinal, "Censorship wasn' t all bad". E explica a ironia de modo sagaz: "Vivemos numa cultura que subitamente celebra a estupidez como se fosse sabedoria, o feio como se fosse belo, a ofensa como se fosse virtude e, no limite, entende a dissenção face à opinião mais respeitável como causa para suspeição e a expressão de ideias pouco confortáveis como crime."
Esta nova vaga de "crime" e "suspeição" - deixo os outros aspectos agora de lado - não é apenas uma reacção ao que escapa ao comunicacionalmente correcto. É sobretudo o fruto de uma aliança (que muitos diriam ser estranha) entre, por um lado, o fluxo permanente de imagens mundializadas e, por outro lado, a ilusão multiculturalista que tende a desfocar e a demonizar o próprio cenário onde está (e onde pode estar livremente) em cena.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

O espectro da regionalização

DN
e
Num país que mais valia ver-se a si próprio como uma pequena região na crisálida global, há quem presuma adoçar os dentes de lobo com o fantasma da regionalização. Curiosamente, a coisa é quase sempre um instrumento, uma dissimulação e não um fim. Nem é a primeira vez que tal acontece. É o que nos vale.