Banhada?
Tanta gente a dizer mal do príncipe da Noruega por ele ter dito que Portugal era banhado pelo Mediterrâneo. Eu não acho que seja grande banhada, até porque, como dizia outro dia um amigo meu, entre o Bétis de Sevilha e o Porto, (ele) optaria sempre pelos verde e brancos de Triana. Era a esse nacionalismo mediterrânico que o informado príncipe norueguês, pela certa, se referia.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004
terça-feira, 3 de fevereiro de 2004
Luminosidades
Botticelli
Há mais luz neste Fevereiro ainda pródigo. Ver agora a claridade a expandir-se é como vislumbrar a obscuridade do solstício por dentro: estrela granítica, lava cintilante, nuvem subtérrea, cometa profundo a rodopiar sob os nossos passos e sob o deslumbre sem nome que cresce paulatinamente no ar. Daqui a dias, os rebentos minúsculos que já se desenham nos plátanos vão dar origem a folhagens ainda íntimas, quase invisíveis. É então que a obscuridade interior deste tempo se irá transformar na verdadeira claridade. E, nessa altura, o prodígio de Fevereiro mais não será do que episódica saudade. Por ora, que nos bastem os rostos que convocam a pressentida aura da Primavera.
Botticelli
Há mais luz neste Fevereiro ainda pródigo. Ver agora a claridade a expandir-se é como vislumbrar a obscuridade do solstício por dentro: estrela granítica, lava cintilante, nuvem subtérrea, cometa profundo a rodopiar sob os nossos passos e sob o deslumbre sem nome que cresce paulatinamente no ar. Daqui a dias, os rebentos minúsculos que já se desenham nos plátanos vão dar origem a folhagens ainda íntimas, quase invisíveis. É então que a obscuridade interior deste tempo se irá transformar na verdadeira claridade. E, nessa altura, o prodígio de Fevereiro mais não será do que episódica saudade. Por ora, que nos bastem os rostos que convocam a pressentida aura da Primavera.
Angel
Eu já tinha lido impropérios de “ódio” sobre o “saco”, ou “calhamaço” chamado Expresso. Mas agora Vital Moreira foi ainda mais longe. Ai, Balsemão, Balsemão, se estivesses na cidade santa da Arábia, ainda te confundiam com aquela clareira onde se apedreja o anjo diabólico (no Islão, o diabo começou por ser, de facto, um anjo).
Eu já tinha lido impropérios de “ódio” sobre o “saco”, ou “calhamaço” chamado Expresso. Mas agora Vital Moreira foi ainda mais longe. Ai, Balsemão, Balsemão, se estivesses na cidade santa da Arábia, ainda te confundiam com aquela clareira onde se apedreja o anjo diabólico (no Islão, o diabo começou por ser, de facto, um anjo).
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004
A melhor
notícia do dia (de ontem) foi a que relatou a iniciativa de dois operários da ex-Clark de Entre-os-Rios. Sem mais nem menos, decidiram pôr mãos à obra, compraram antigas máquinas e lançaram-se no fabrico de sapatos, tendo já dado emprego a dez pessoas. Belo exemplo. Nesta novíssima empresa, ninguém ficou a gritar pelo Estado, ou a dar aos burocratas oitocentistas de alguns sindicatos a hipótese do alarde.
notícia do dia (de ontem) foi a que relatou a iniciativa de dois operários da ex-Clark de Entre-os-Rios. Sem mais nem menos, decidiram pôr mãos à obra, compraram antigas máquinas e lançaram-se no fabrico de sapatos, tendo já dado emprego a dez pessoas. Belo exemplo. Nesta novíssima empresa, ninguém ficou a gritar pelo Estado, ou a dar aos burocratas oitocentistas de alguns sindicatos a hipótese do alarde.
Res Pública Vimaranense
Se D. Afonso Henriques soubesse o que se passa naquela sua terra sempre que há jogo, já há muito que teria cortado o mal pela raiz. E diga-se que - no caso em apreço - bastante falta cá fazia. Ele há coisas cuja responsabilidade não cabe apenas a inimputáveis! Também os há que não são, que diabo!
Se D. Afonso Henriques soubesse o que se passa naquela sua terra sempre que há jogo, já há muito que teria cortado o mal pela raiz. E diga-se que - no caso em apreço - bastante falta cá fazia. Ele há coisas cuja responsabilidade não cabe apenas a inimputáveis! Também os há que não são, que diabo!
Analepse
Depois de Abril de 2002, muitas foram as vozes que denunciaram um “massacre” que o exército israelita teria cometido em Jenin. Contudo, o Relatório da ONU de fins de Julho do mesmo ano desfez todas as dúvidas. Afinal, o dito “massacre” havia sido um mero embuste. Por essa época, o ataque bárbaro do Hamas à Universidade Hebraica mereceu o silêncio de muitas das organizações geralmente defensoras dos direitos humanos. Pesos e medidas diferentes como as que agora quase voltaram a silenciar a tragédia de Jerusalém, verificada na semana passada. Como a memória é curta. Uma coisa é certa: as autoridades palestinianas só poderão vir a ser ouvidas com crédito, quando, um dia, contribuírem decisivamente para dominar e isolar o monstro do terrorismo.
Depois de Abril de 2002, muitas foram as vozes que denunciaram um “massacre” que o exército israelita teria cometido em Jenin. Contudo, o Relatório da ONU de fins de Julho do mesmo ano desfez todas as dúvidas. Afinal, o dito “massacre” havia sido um mero embuste. Por essa época, o ataque bárbaro do Hamas à Universidade Hebraica mereceu o silêncio de muitas das organizações geralmente defensoras dos direitos humanos. Pesos e medidas diferentes como as que agora quase voltaram a silenciar a tragédia de Jerusalém, verificada na semana passada. Como a memória é curta. Uma coisa é certa: as autoridades palestinianas só poderão vir a ser ouvidas com crédito, quando, um dia, contribuírem decisivamente para dominar e isolar o monstro do terrorismo.
Cavaco pessimista
Ver os Gregos passarem por nós e ficar grego com o presente. Só daqui a dois anos, vaticina o céptico candidato a Belém, é que haverá de novo fumo branco em terras lusas. Penso que, neste caso, Alberto João Jardim tem alguma razão: Cavaco vê o mundo através de uma teia que foi há muito montada pela deusa da contabilidade e pelo anjo azul das finanças.
Ver os Gregos passarem por nós e ficar grego com o presente. Só daqui a dois anos, vaticina o céptico candidato a Belém, é que haverá de novo fumo branco em terras lusas. Penso que, neste caso, Alberto João Jardim tem alguma razão: Cavaco vê o mundo através de uma teia que foi há muito montada pela deusa da contabilidade e pelo anjo azul das finanças.
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